Longevidade e artrose: envelhecer com movimento, com ou sem prótese

A artrose (desgaste da cartilagem das articulações) fica mais frequente com a idade, mas não é obrigatória. Esta página reúne o que os estudos mostram sobre artrose, mobilidade e envelhecimento, sobre o que ajuda a conviver melhor com ela e sobre a prótese de quadril e de joelho em pessoas mais velhas — inclusive acima dos 80 anos. Tudo é apresentado com os limites de cada estudo.

Grupo de pessoas mais velhas, sorridentes, cumprimentando-se após exercício ao ar livre à beira-mar

Envelhecer significa ter artrose?

Não necessariamente. Um dos maiores estudos mundiais sobre o tema, o Global Burden of Disease (análise de 204 países), mostra que a artrose aparece com mais frequência depois dos 40 anos e que a proporção de pessoas afetadas sobe bastante com a idade [1]. Isso indica um risco maior com o passar dos anos, e não uma consequência inevitável do envelhecimento.

Em 2020, cerca de 595 milhões de pessoas no mundo tinham artrose — 7,6% da população mundial —, um aumento de 132% no número de casos desde 1990 [1]. O joelho é o local mais comum [1]. Para 2050, os autores projetam cerca de 75% mais casos de artrose de joelho e 79% mais de quadril em relação a 2020 [1]. Eles relacionam esse aumento ao crescimento e ao envelhecimento da população e à falta de cura para a artrose [1].

Entre pessoas com 70 anos ou mais, a artrose foi a sétima causa de anos vividos com incapacidade (uma medida de quanto tempo de vida é afetado por limitações) [1]. Esses números são estimativas globais; não há, nesta página, dados específicos do Brasil.

Para entender a doença em cada articulação, veja as páginas sobre artrose do quadril e artrose do joelho.

A artrose diminui a expectativa de vida?

Os estudos não mostram que a artrose, por si só, encurte a vida. O que eles mostram é mais específico. Quando a artrose aparece apenas na radiografia, sem dor importante, ela não se associou de forma consistente a maior mortalidade [3, 4].

Já a artrose que causa sintomas se associou a maior mortalidade em alguns estudos. Numa coorte inglesa clássica, de 2011, pessoas com artrose de joelho ou de quadril tiveram mortalidade cerca de 55% maior que a da população geral, e quanto maior a dificuldade para caminhar, maior o risco [2]; nesse estudo, a dor em si não se associou à mortalidade [2]. Uma meta-análise de 2021, só de joelho, encontrou o mesmo padrão: o risco aumentou quando havia dor, e não quando havia apenas alteração na radiografia [3]. Uma meta-análise de 2025, com cerca de 465 mil pessoas, não encontrou associação significativa da artrose com a mortalidade geral, mas encontrou um aumento modesto da mortalidade cardiovascular (por doenças do coração e dos vasos) — cerca de 15% [4]; os estudos incluídos eram muito diferentes entre si, o que limita a conclusão [4]. Outra meta-análise, só de joelho, encontrou aumento de cerca de 22% na mortalidade cardiovascular; a associação apareceu nas mulheres e não foi significativa nos homens [5].

É importante ler esses números com cuidado. Todos esses estudos são observacionais: mostram associação, não provam causa. Pessoas com mais dor podem se movimentar menos e ter outras doenças, e é difícil separar o efeito de cada fator.

Por que a mobilidade é um marcador de longevidade?

Um estudo de referência publicado em 2011, que reuniu nove coortes e cerca de 34 mil idosos, mostrou que a velocidade de caminhada se associa à sobrevida: a cada 0,1 metro por segundo a mais, o risco de morte foi cerca de 12% menor [6]. Esse estudo foi feito na população idosa em geral, e não especificamente em pessoas com artrose.

Isso não quer dizer que andar mais rápido, por si só, prolongue a vida — o estudo mostra associação, e não o efeito de uma intervenção. A velocidade de caminhada funciona como um sinal da saúde geral. Por isso, a dificuldade para caminhar causada pela artrose merece atenção e avaliação, e não deve ser vista apenas como "coisa da idade". Nenhum estudo mostrou que tratar a artrose, com ou sem cirurgia, aumente a sobrevida.

Como retardar a artrose com o passar dos anos?

Não existe tratamento que cure ou reverta a artrose [1]. Alguns cuidados, porém, ajudam a conviver melhor com ela.

Exercício. Programas estruturados de exercício são considerados tratamento de base para a artrose de joelho e de quadril numa diretriz internacional de 2019 [10]. O benefício sobre a dor, porém, é pequeno: numa grande análise com mais de 4 mil pacientes, a redução foi de cerca de 6 pontos numa escala de 0 a 100 no curto prazo, e menor no médio e no longo prazo; quem começa com mais dor e mais limitação tende a se beneficiar mais [7]. No quadril, revisões recentes encontraram efeito pequeno e provavelmente sem relevância clínica sobre a dor [8, 9]. Em ensaios isolados, com pacientes selecionados e artrose avançada, a prótese de joelho e a de quadril tiveram resultado superior ao do exercício a longo prazo [9]. Mesmo assim, o exercício segue recomendado como base do tratamento pelas diretrizes [10, 15], também por benefícios além da articulação. O exercício não regenera a cartilagem.

Força muscular. A perda de massa e força muscular com a idade (sarcopenia) foi observada em cerca de 1 em cada 4 pacientes com artrose de joelho [11]. Esses estudos mostram associação; ainda não há ensaios que provem que tratar a sarcopenia freia a artrose.

Peso. Um estudo genético com cerca de 827 mil pessoas indica que o excesso de peso contribui para a artrose de joelho e, em menor grau, de quadril [12]. Perder peso traz benefício para a dor do joelho, mas o tamanho do efeito varia: num ensaio com 823 pacientes, a perda de cerca de 8% do peso com dieta e exercício reduziu a dor de forma pequena, de importância clínica incerta [13]. Num ensaio com semaglutida (um medicamento para obesidade), em pessoas com obesidade importante (média de idade de 56 anos), a perda de peso foi maior e a dor do joelho melhorou mais que com placebo [14]. Esse resultado não se aplica automaticamente a idosos, ao quadril ou a quem não tem obesidade; não foi estudado se o medicamento evita a prótese, e a indicação de medicamentos é avaliada pelo médico. Recomendações europeias de 2024 incluem a manutenção de peso saudável entre as medidas de base [15]. Não encontramos ensaio randomizado específico sobre perda de peso na artrose de quadril, por isso não é possível afirmar que o efeito seja o mesmo.

Nenhuma dessas medidas é motivo de culpa. A artrose depende de muitos fatores, inclusive alguns que não estão sob o controle da pessoa.

Casal de idosos fazendo alongamento de tronco sobre colchonetes em sala de exercícios

Existe idade máxima para colocar prótese de joelho ou de quadril?

Não existe uma idade fixa de corte. A decisão depende do conjunto: grau da artrose, dor, limitação, saúde geral e objetivos de cada pessoa. A idade, porém, entra na avaliação, porque o risco muda com ela.

Quadril: num estudo de 2024, pacientes com 80 anos ou mais tiveram melhora clinicamente relevante, um pouco menor, mas sem diferença clinicamente importante, e satisfação semelhante à de pacientes de 65 a 75 anos, com internação um pouco mais longa [17]. É um estudo de um único centro e vale para o quadril.

Joelho: o quadro é mais equilibrado. Pacientes com 80 anos ou mais tiveram resultados bons, mas um pouco inferiores aos dos mais jovens, com satisfação de 89,3% contra 93,3% aos dois anos [18]. Outro estudo sugere que as doenças associadas (comorbidades), mais do que a idade em si, explicam o aumento de complicações [19]. Não encontramos estudo recente, de alto impacto, sobre prótese de joelho acima dos 80 anos que meça a opinião do próprio paciente — essa lacuna existe na literatura.

Acima dos 90 anos, uma meta-análise com quadril e joelho juntos mostrou maior mortalidade em um ano e mais complicações que entre 80 e 89 anos, embora o benefício clínico tenha sido semelhante [16]. Idade avançada, por si só, não impede a avaliação para tratamento.

Não existe estudo comparando operar e não operar especificamente em pessoas com 80 anos ou mais; a evidência disponível é observacional. Veja mais sobre a prótese de quadril e a prótese de joelho. A decisão sobre o tratamento é tomada em conjunto, por você e pelo seu médico, considerando o seu quadro clínico, exames, comorbidades e objetivos.

Avô sorridente abraçado pela família e pela neta

Quais são os riscos da cirurgia de prótese em pessoas idosas?

Com o passar dos anos, o risco de complicações clínicas aumenta. Numa base com cerca de 377 mil próteses de joelho, pacientes de 80 a 89 anos tiveram mais complicações clínicas nos primeiros 90 dias e mais reinternações em 30 e 90 dias (base de dados dos Estados Unidos) [20]. Entre os mais idosos, também foram observadas mais transfusões e internação mais longa [19].

Acima dos 90 anos, a mortalidade em um ano foi maior que entre 80 e 89 anos (chance cerca de 2,4 vezes maior, nessa comparação) [16]. Por isso, a avaliação clínica antes da cirurgia — coração, pulmões, rins, medicamentos — tem peso ainda maior nessa faixa de idade, e a decisão é sempre individual.

Quanto tempo dura uma prótese em quem opera mais tarde?

Estudos de referência trazem números úteis. Para quem opera depois dos 70 anos, o risco de precisar de uma nova cirurgia ao longo da vida foi de cerca de 5% numa coorte do Reino Unido (cirurgias de 1991 a 2011) [21]. Em registros nacionais, cerca de 58% das próteses de quadril [22] e cerca de 82% das de joelho [23] duravam 25 anos, em pacientes de todas as idades. Numa base de cerca de 2.900 próteses de joelho de um único hospital da Nova Zelândia, ligada ao registro nacional, 97% dos pacientes operados com 75 anos ou mais faleceram com a prótese original, sem precisar de troca [26].

Esses números descrevem grupos de pacientes e técnicas de décadas passadas. Eles não permitem prometer quanto tempo durará uma prótese específica. Um estudo recente observou menos revisões no primeiro ano entre pacientes de 80 a 89 anos [20], mas um ano de seguimento não permite concluir que a prótese dure mais no idoso.

A prótese ajuda a viver mais?

Não há estudo que prove isso. Estudos observacionais associaram a prótese de quadril a menor mortalidade [24] e a prótese de joelho a menos mortes ou eventos cardiovasculares graves [25]. Mas quem chega a ser operado já foi selecionado por ter condições clínicas para a cirurgia, e isso pode explicar boa parte da diferença. Um estudo de um único hospital da Nova Zelândia é compatível com esse efeito: os operados de joelho morreram menos que a população geral (cerca de 27% menos mortes que o esperado para a mesma idade e sexo; SMR 0,73), mas, entre os Māori (população indígena do país), essa vantagem desapareceu quando a comparação foi feita com a população total (SMR 1,11) [26]. Isso é compatível com a seleção de pacientes mais saudáveis para a cirurgia, e não prova um efeito da prótese.

Também não há prova de que a cirurgia torne a pessoa mais ativa: em ensaios randomizados com pessoas já operadas, programas de atividade física aumentaram pouco a atividade, e o efeito sobre o tempo sentado é incerto [27]. O objetivo da prótese é aliviar a dor e melhorar a função em quem tem artrose avançada — o que os próprios autores do Global Burden of Disease descrevem como um tratamento altamente eficaz para a fase final da artrose de quadril e de joelho [1].

Para escolher quem vai conduzir o tratamento, veja como escolher o cirurgião de prótese de quadril e joelho.

A decisão sobre o tratamento é tomada em conjunto, por você e pelo seu médico, considerando o seu quadro clínico, exames, comorbidades e objetivos.

Quais perguntas costumam ajudar na consulta?

  • A minha artrose está na radiografia ou também limita a minha caminhada?
  • Que exercícios fazem sentido no meu caso, e com que expectativa?
  • O meu peso influencia a minha artrose? O que é realista para mim?
  • Quais doenças minhas aumentam o risco de uma cirurgia?
  • Na minha idade, quais são os riscos e os benefícios esperados da prótese?

Para saber mais, veja artrose do quadril, artrose do joelho, prótese de quadril, prótese de joelho e como escolher um cirurgião de prótese.

Perguntas frequentes

Idoso pode colocar prótese de joelho ou de quadril?

Não há idade máxima fixa. Estudos mostram melhora relevante em pacientes com 80 anos ou mais, sobretudo no quadril, mas o risco de complicações clínicas aumenta com a idade e com as comorbidades. A decisão é individual [16][17][18][20].

A artrose encurta a vida?

Não há prova de que a artrose, por si só, encurte a vida. Estudos observacionais associam a artrose com sintomas, sobretudo a dificuldade de caminhar, a maior mortalidade, mas associação não é causa [2][3][4].

Exercício cura a artrose?

Não. O exercício estruturado é tratamento de base e pode reduzir a dor, mas o efeito médio é pequeno, menor no quadril, e não regenera a cartilagem [7][8][10].

A prótese aumenta a expectativa de vida?

Não há estudo que prove isso. Os estudos que mostram menor mortalidade entre operados são observacionais e sofrem o efeito da seleção de pacientes mais saudáveis para a cirurgia [24][25][26].

Quanto tempo dura uma prótese em quem opera depois dos 70 anos?

Em estudos de referência, o risco de nova cirurgia ao longo da vida foi de cerca de 5% para quem operou depois dos 70 anos. É um dado de grupo, não uma promessa individual [21].

Referências

  1. GBD 2021 Osteoarthritis Collaborators. Global, regional, and national burden of osteoarthritis, 1990-2020 and projections to 2050: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2021. Lancet Rheumatol. 2023. PMID 37675071. PubMed
  2. Nüesch E, Dieppe P, Reichenbach S, et al. All cause and disease specific mortality in patients with knee or hip osteoarthritis: population based cohort study. BMJ. 2011. PMID 21385807. PubMed
  3. Leyland KM, Gates LS, Sanchez-Santos MT, et al. Knee osteoarthritis and time-to all-cause mortality in six community-based cohorts: an international meta-analysis of individual participant-level data. Aging Clin Exp Res. 2021. PMID 33590469. PubMed
  4. Pan J, Zou Y, Zhang Q, et al. Mortality risk in osteoarthritis patients: a meta-analysis of observational studies. BMC Musculoskelet Disord. 2025. PMID 41437342. PubMed
  5. Kao PE, Chen PY. The impact of knee osteoarthritis on cardiovascular disease mortality: A systematic review and meta-analysis. Osteoarthr Cartil Open. 2026. PMID 41852771. PubMed
  6. Studenski S, Perera S, Patel K, et al. Gait speed and survival in older adults. JAMA. 2011. PMID 21205966. PubMed
  7. Holden MA, Hattle M, Runhaar J, et al. Moderators of the effect of therapeutic exercise for knee and hip osteoarthritis: a systematic review and individual participant data meta-analysis. Lancet Rheumatol. 2023. PMID 38251550. PubMed
  8. Hall M, Lawford BJ, Hinman RS, et al. Exercise for osteoarthritis of the hip. Cochrane Database Syst Rev. 2026. PMID 42486497. PubMed
  9. Schleimer T, Teichert F, Henriksen M, et al. Effectiveness of exercise therapy for osteoarthritis: an overview of systematic reviews and randomised controlled trials. RMD Open. 2026. PMID 41702669. PubMed
  10. Bannuru RR, Osani MC, Vaysbrot EE, et al. OARSI guidelines for the non-surgical management of knee, hip, and polyarticular osteoarthritis. Osteoarthritis Cartilage. 2019. PMID 31278997. PubMed
  11. Chen TX, Yang TJ, Cheng S, et al. High prevalence and multifactorial risks of sarcopenia in knee osteoarthritis: a systematic review and meta-analysis. J Orthop Surg Res. 2025. PMID 41219738. PubMed
  12. Kamps A, Runhaar J, Trajanoska K, et al. Bidirectional causal relationship between obesity and osteoarthritis: Insights from a two-sample Mendelian randomization study. Osteoarthr Cartil Open. 2025. PMID 40612886. PubMed
  13. Messier SP, Beavers DP, Queen K, et al. Effect of Diet and Exercise on Knee Pain in Patients With Osteoarthritis and Overweight or Obesity: A Randomized Clinical Trial. JAMA. 2022. PMID 36511925. PubMed
  14. Bliddal H, Bays H, Czernichow S, et al. Once-Weekly Semaglutide in Persons with Obesity and Knee Osteoarthritis. N Engl J Med. 2024. PMID 39476339. PubMed
  15. Moseng T, Vliet Vlieland TPM, Battista S, et al. EULAR recommendations for the non-pharmacological core management of hip and knee osteoarthritis: 2023 update. Ann Rheum Dis. 2024. PMID 38212040. PubMed
  16. Kitridis D, Tsikopoulos K, Givissis P, et al. Mortality and complication rates in nonagenarians and octogenarians undergoing total hip and knee arthroplasty: a systematic review and meta-analysis. Eur Geriatr Med. 2022. PMID 35072938. PubMed
  17. Wehbe J, Jones S, Hodgson G, et al. Functional Outcomes and Satisfaction Rates in Patients Aged 80 Years or Older are Not Clinically Different From Their Younger (65 to 75 Years) Counterparts Following Total Hip Arthroplasty. J Arthroplasty. 2024. PMID 38848789. PubMed
  18. Goh GS, Liow MHL, Chen JY, et al. Can Octogenarians Undergoing Total Knee Arthroplasty Experience Similar Functional Outcomes, Quality of Life, and Satisfaction Rates as Their Younger Counterparts? A Propensity Score Matched Analysis of 1188 Patients. J Arthroplasty. 2020. PMID 32169385. PubMed
  19. Andreozzi V, Conteduca F, Iorio R, et al. Comorbidities rather than age affect medium-term outcome in octogenarian patients after total knee arthroplasty. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2020. PMID 31773203. PubMed
  20. Liao GY, Chansky H, Manner PA, et al. Octogenarians Face Higher 90-day Medical Risk but Lower 1-year Revision Rates After Primary Total Knee Arthroplasty. Orthopedics. 2026. PMID 42775938. PubMed
  21. Bayliss LE, Culliford D, Monk AP, et al. The effect of patient age at intervention on risk of implant revision after total replacement of the hip or knee: a population-based cohort study. Lancet. 2017. PMID 28209371. PubMed
  22. Evans JT, Evans JP, Walker RW, et al. How long does a hip replacement last? A systematic review and meta-analysis of case series and national registry reports with more than 15 years of follow-up. Lancet. 2019. PMID 30782340. PubMed
  23. Evans JT, Walker RW, Evans JP, et al. How long does a knee replacement last? A systematic review and meta-analysis of case series and national registry reports with more than 15 years of follow-up. Lancet. 2019. PMID 30782341. PubMed
  24. Shih NC, Yeh HW, Yang SF, et al. Long-term risk of all-cause mortality and major adverse cardiovascular events in hip osteoarthritis patients after total hip replacement. Ann Epidemiol. 2025. PMID 40998227. PubMed
  25. Yeh HW, Chan CH, Yang SF, et al. Total knee replacement in osteoarthritis patients on reducing the risk of major adverse cardiac events: a 18-year retrospective cohort study. Osteoarthritis Cartilage. 2022. PMID 34800630. PubMed
  26. Hoskins W, Gusho CA, Rosser K. Will the Knee Outlive the Patient? Kaplan-Meier Systematically Overstates the Lifetime Risk of Revision After Total Knee Arthroplasty. JB JS Open Access. 2026. PMID 42757326. PubMed
  27. d'Unienville N, Singh B, Gower B, et al. Effects of pre- and post-surgery physical activity interventions on physical activity and sedentary behaviour levels following knee and hip arthroplasty: A systematic review and meta-analysis of randomised controlled trials. Osteoarthritis Cartilage. 2025. PMID 40651797. PubMed

Foco exclusivo: artrose avançada de quadril e joelho

O Prof. Dr. Daniel Araujo Fernandes dedica todo o seu tempo de trabalho a uma área só: o tratamento da artrose — o desgaste avançado — do quadril e do joelho, do tratamento sem cirurgia até a prótese total (artroplastia) e as cirurgias de revisão.

Ele não atende ombro, coluna, pé, mão ou cotovelo. Quem procura o consultório com essas queixas é orientado a buscar o profissional da área, sem uma consulta intermediária que não resolveria o problema.

O que essa dedicação significa na prática — formação, ensino, pesquisa e o que a ciência mostra sobre concentrar a prática: Totalmente especializado em quadril e joelho.